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Algumas considerações sobre Orientação Vocacional

Por Sílvio Celestino

Orientação vocacional o que é isso? Quando se pensa em orientação vocacional, pensa-se em um profissional que me dirá para que sirvo, para que curso tenho que prestar o vestibular e em que tipo de trabalho e área eu me daria bem. Será que é algo assim? Por que é tão difícil decidir?

Primeiro gostaria de explicar o termo e um pouco do possível “peso” que existe nele. Vocacional vem de vocação que tem como um dos significados a predestinação. Você estaria, então, decidindo o que já está pré-destinado a você, algo que você teria nascido para ser ou fazer. Desta forma, não caberia a você decidir e sim descobrir o que já está determinado, mas a palavra vocação tem como significado também a palavra escolha e é nesse sentido que deveria ser entendida a orientação vocacional. Com esse sentido, seria então uma opção, alternativa sua e caberia, então, a você, seria de sua responsabilidade. Isso não quer dizer que não seria difícil mesmo assim, creio ser mais difícil por exigir que você se coloque e pense no que quer ou não para você, pense no que gosta e no que não gosta. Isso também não quer dizer que você não sofreria as mesmas pressões de familiares, de amigos entre outras influências deste momento. Então qual a diferença? Justamente você! O que você quer e não o que dizem que é melhor, ou está pré-determinado a você. Nesse sentido, a orientação trabalha com as suas escolhas, gostos e influências. Busca clarear tudo o que está envolvido neste processo e com uma maior clareza é possível perceber o que você quer, a sua escolha e as suas conseqüências.

A orientação profissional com abordagem fenomenológica é diferente do trabalho com testes por priorizar a escolha do individuo, seus riscos e responsabilidade frente à situação e não o resultado de um teste que tira a responsabilidade e autonomia da pessoa. Ela é feita através de sessões focais, ou seja, são sessões de psicoterapia focada, especificadamente, na escolha profissional e desta forma é mais rápida do que um processo terapêutico tradicional . Entretanto , nas sessões são abordados também, diversos assuntos e não só a escolha profissional, apesar de tê-la como norteadora. É necessário, portanto, saber um pouco da vida, das relações, saber um pouco do modo-de-ser para que seja possível compreender o sentido das coisas e assim clarear a decisão, ampliando a possibilidade da escolha. Nessa perspectiva prefiro denominar o trabalho como orientação profissional, ou seja, orientá-lo na busca de sua escolha profissional e não vocacional.   

 

* Sílvio Celestino é coach em Marketing.
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